sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

MORTALIDADE



A morte surpreendeu de madrugada!
Surgiu como sempre, sem ser convidada,
E num repente, quantas vidas devastadas, soterradas
Sobre escombros de esperanças

A morte surpreendeu de madrugada!
Não perdoou juventude, nem velhice
Nem descanso, nem espanto, nem sonhos
Nem planos, nem chegada de um novo ano

Veio ligeira, descendo a encosta,
Molhada de chuva e com um dever a cumprir
Não distraiu-se com o barulho de fogos
Não reparou na beleza do mar
Veio, rápida e certeira, pronta a fazer sua colheita

A morte surpreendeu de madrugada!
E com a foice e a mortalha
Cobriu-nos de luto e pesar
Encheu-nos de tristeza o olhar
Deixando apenas por onde passou
Mágoa, frustração e dor
Como promessas de um ano bom








Postar um comentário