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terça-feira, 16 de março de 2010

A LUA DE TABRIZ


 


Jalal ud-Din Rumi; Poemas Místicos; Divan de Shams de Tabriz;
Seleção, Trad. Introd.: José Jorge de Carvalho; Attar editorial 



Com a maré da manhã surgiu no céu uma lua
De lá desceu e fitou-me

Como o falcão que arrebata o pássaro,
essa lua agarrou-me e cruzou o céu
Quando olhei para mim, já não me vi;
naquela lua meu corpo se tornara,
por graça, sutil como a alma

Viajei então em estado de alma
e nada mais vi senão a lua,
até que o segredo do saber divino
me foi por inteiro revelado:
as nove esferas celestes fundiram-se na lua
e o vaso do meu ser dissolveu-se inteiro no mar

Quando o mar quebrou-se em ondas,
a sabedoria divina lançou sua voz ao longe
Assim tudo ocorreu, assim tudo foi feito

Logo o mar inundou-se de espumas,
e cada gota de espuma
tomou forma e corpo

Ao receber o chamado do mar,
Cada corpo de espuma se desfez
e tornou-se espírito no oceano

Sem a majestade de Shams de Tabriz
Não se poderia contemplar a lua
nem tornar-se mar

2 comentários:

Anônimo disse...

Hola Virginia!! Qué bello amiga!!Creo verdaderamente que el mar lanza sus voces...
Besossssssss

Maria Auxiliadora de Oliveira Amapola disse...

Bom dia, Virgínia.

Que lindo!
Se integrar e desintegrar na lua, viajar...

Beijos.

Cantilena do Corvo

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