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sábado, 31 de julho de 2021
Os Suicidas
Que dizer de um suicida?
Aquele que já está morto em vida
Que dizer a um suicida?
Se as palavras certas me traem
E eu nunca sei do que alguém é capaz?
Um suicida não tem letreiro na testa
Muitas vezes, por sinal, até parece irreal
De tão feliz da vida
A passar seus dias
Que quer dizer um suicida
Com seu ato tresloucado,
Torvo, desesperado?
Quer dizer, desculpe
Eu tentei, mas falhei
Sinto muito
A vida não me tem sido fácil
E as pequenas alegrias são tormentos
E agonias
Dispensáveis contratempos
De um ser em lamento
Devo partir, sair, fugir
Na hora que me apraz, na hora em que acho mais necessária mitigar a minha dor
No tempo mais apropriado
Ao meu cansaço
Ao meu desgosto
Ao meu sufoco
Sim, um desgosto largo
Guardado
A me consumir o peito e a razão
Tudo me soa imperfeito, penoso, frágil
Mal acabado
Constrangedor
Devo dizer, enfim, estou triste
Minha alma chora por ter que ir, partir
E deixar entes, amigos queridos aqui
Porém, o trem está a chegar
E devo embarcar
Não quero mais continuar
Se a hora é de chorar
O conformismo
Mais dia menos dia o substituirá
Ficará na lembrança apenas as coisas boas
De quem fui e do que fiz
De quem ou como poderia ser
Eu sinto, lamento tanto
Perdão eu peço
Perdoem, se puderem perdoar
A saudade será eterna
Enquanto você viver
Eu sei
Todavia
Um dia
Os anjos insones
Nos esquecerão
Seremos apenas, então
Você e eu
Nós em nós
Partes da memória do universo
A perder-nos
No vácuo
Dessa mesma eternidade
Que nunca mais há de precisar de nós
É apenas um cachorro...
Sobre cães
(Os quatro amores) – C. S. Lewis
” … o amor aos cães
costuma ser acompanhado
por uma certa perda
de confiança no homem “
sexta-feira, 30 de julho de 2021
EFEMERIDADE
O BRASIL DA ESTUPIDEZ
Nazismo no Brasil é tão patético, tão cínico, tão ridículo que não cabe em palavras.
quarta-feira, 28 de julho de 2021
sexta-feira, 23 de julho de 2021
NO MERCY
Às relações desfeitas,
mágoas que duram a vida inteira...
Sem felicitações
Sem canções
Sem literatura
Sem amargura
Sem trocas
Sem cuidados
Sem gentilezas
Sem in-certezas
Sem apoio
Sem consolo
Sem cooperação
Sem compreensão
Sem anos de paixão
Sem ilusão
Sem solidão
Sem perdão
Sem amizade
Amor camuflado
Sem novidade
Sem alarde
No crepúsculo da tarde
Fim de romance
Sem chances
Eternidade num breve instante
No mercy
Pra você ou pra mim
Melhor assim
quinta-feira, 22 de julho de 2021
Os "bundões" do "novo normal" _ No Fellings
quarta-feira, 21 de julho de 2021
A originalidade na fogueira
Ahh! Que aborrecimento! Onde há originalidade em se queimar algo original? Um coletivo, comprou um rascunho original de Picasso e queimou.. gente.. eles queimaram um original de Picasso... já fizeram o mesmo com Bansksy, mas esse tipo de coisa em relação a Bansksy, tem tudo a ver... porém, com Picasso?! Se tem quem não ache isso um absurdo, pois eu acho... acho um total absurdo. Queimaram para eternizar a obra em NFT... Deus me livre.. o mundo cada vez mais burro e sem referências. Se quiser saber mais. Clicka no link.
https://tecnoblog.net/463741/grupo-queima-obra-original-de-picasso-para-eterniza-la-como-nft/
terça-feira, 20 de julho de 2021
Female nude
domingo, 18 de julho de 2021
SOLE MIO
Tempo seco
Depois da chuva
Sol aparece entediado
por cima do meu telhado
***
Um floco de neve
Uma gota de chuva
Uma manhã de orvalho
Tudo se desfaz
Ao toque suave do sol
A Mãe
MORRO DO PAVIO
Lá no morro do Pavio
Vive o vento em assobio
Levanta folha de palmeira
Quebra galho de ingazeira
Lá no morro do Pavio
É tudo por um fio
Mas não tem insegurança
Que descarte a esperança
Lá no morro do Pavio
Não tem tempo ruim
Cada manhã é mais clara que a outra
E se chove ou faz frio
De repente, surge um lugar quentinho
Lá no morro do Pavio
A amizade não é apenas uma lembrança
Maria canta e embala uma criança
Há pelada no campinho
E uma boa pescaria no rio
Tem abrigo pros aflitos
As horas demoram a passar
Porém tem sempre coisas boas
Pra se fazer e se pensar
Lá no morro do Pavio
Quando bate o desassossego e a saudade
Surge logo uma novidade
E tudo então se transforma em canção
Na roda de um violão
Ai, quem me dera compadre
Matar essa vontade
Voltar ao morro do Pavio
E ouvir de novo do vento o assobio
Quem me dera compadre
Voltar aos tempos de criança
E sem saber dançar
Entrar na roda-dança
Estranha nostalgia o peito me invade
Dor de magoa magoada
Que nunca sara
Ai... É o tempo compadre, que nunca para
sábado, 17 de julho de 2021
Pobre Pecador Blues
sexta-feira, 16 de julho de 2021
Harper Lee e o livro drama "O Sol É Para Todos"
Cantilena do Corvo
- Poemas de Natal - 12/18/2022 - Sayonara Melo
- Coletânea de Natal/A História dos duendes que roubaram o coveiro - 12/8/2022 - Sayonara Melo
- Do Futebol Antifascista/Bruno Neri - 11/17/2022 - Sayonara Melo
- Para Gal - 11/11/2022 - Sayonara Melo
- Atentado contra Dom Pedro II - 11/7/2022 - Sayonara Melo
DEMÔNIOS... OS MEUS, OS SEUS, OS NOSSOS
Sempre indaguei da vida, se ela presta mesmo, apesar de, lá no fundo de mim, acreditar que sim, “a vida presta”, apesar de tantas barbarid...
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Nos profundos e escuros rios da Bacia Amazônica, repousa a Boiúna, a terrível senhora das águas. A palavra boiúna é de origem tupi e si...
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Foto da peça A Vida é Sonho/Texto: Calderón de la Barca/Adaptação e Direção: Edson Bueno http://aldicelopes.blogspot.com/2008/11/vida-son...
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Hans Christian Andersen (02 de Abril de 1805/04 de Agosto de 1875) Um conto de Hans Christian Andersen Recontado por ...