sábado, 30 de maio de 2009

MORRO DO PAVIO



Lá no morro do Pavio

Vive o vento em assobio

Levanta folha de palmeira

Quebra galho de ingazeira


Lá no morro do Pavio

É tudo por um fio

Mas não tem insegurança

Que descarte a esperança

 

Lá no morro do Pavio

Não tem tempo ruim

Cada manhã é mais clara que a outra

E se chove ou faz frio

De repente, surge um lugar quentinho

 

Lá no morro do Pavio

A amizade não é apenas uma lembrança

Maria canta e embala uma criança

Há pelada no campinho

E uma boa pescaria no rio

 

Lá no morro do Pavio

Tem abrigo pros aflitos

As horas demoram a passar

Porém tem sempre coisas boas

Pra se fazer e se pensar

 

Lá no morro do Pavio

Quando bate o desassossego e a saudade

Surge logo uma novidade

E tudo então se transforma em canção

Na roda de um violão

 

Ai, quem me dera compadre

Matar essa vontade

Voltar ao morro do Pavio

E ouvir de novo do vento o assobio


Quem me dera compadre

Voltar aos tempos de criança

E sem saber dançar

Entrar na rodadança

 

Estranha nostalgia o peito me invade

Dor de magoa magoada

Que nunca sara

Ai... É o tempo compadre, que nunca pára

 

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