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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
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PERDIDO PAÍS DE SIÃO
sábado, 26 de dezembro de 2009
LUA NO POÇO
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
UM CONVITE INESPERADO
Releu o convite e pensou que seria melhor comprar um presente e fazer uma rápida visita. Quem sabe não estava se esquecendo de algum velho amigo, que estava a lhe pregar uma peça?! Melhor esclarecer tudo o quanto antes. Todos sabiam o quanto ela detestava essas brincadeiras que deixam as pessoas com cara de bobas.
A rua Belém de Judá não ficava longe dali, era até mesmo, fácil encontrá-la, pois os seus moradores haviam colocado à entrada, como enfeite natalino, uma enorme estrela dourada. Quanto ao casal, mesmo sem sobrenome, também seria muito simples. José e Maria existem em todo canto. É claro, a se notar pela delicadeza do convite, que este simpaticíssimo casal não levaria em conta se ela passasse por lá um pouquinho antes do previsto.
“Alguém, pensou Maria Luisa; está prestes a nascer... ou prestes morrer! Espero que seja um nascimento, um lindo nascimento. Se não é possível uma vida harmoniosa e feliz para todos; ao menos em época de Natal, fome e morte, poderiam não existir.”
Esta conclusão provocou-lhe um súbito desânimo que fê-la pensar em voltar para casa. Olhou para o céu, em busca de uma inspiração. À noite, apesar da lua, estava tão escura... então, viu a estrela brilhando, piscando, como que querendo chamar sua atenção O contentamento substituiu o desânimo, seguiria sua intuição. Assim, estacionou o carro, pegou o presente e seguiu a pé, sempre de olho na estrela Estranhamente, iam rareando os transeuntes, as casas e as praças e estaria na mais absoluta escuridão se não fosse a luz brilhante da estrela. Maria Luisa teve a certeza de que estava sonhando. Tentou não se incomodar com o que estava acontecendo. Continuou andando com o presente nas mãos e um leve temor no coração.
Maria Luisa, diante daquela cena familiar e antiga, lnão quis mais pensar se sonhava ou não, entregu-se e libertou sua alma cansada de todos os anseios e temores e, com lágrimas nos olhos, ajoelhou-se, junto a todos,
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
NATAL... NATAL... NATAL...
domingo, 20 de dezembro de 2009
OS SINOS

OS SINOS
Edgar Allan Poe
Tradução – Oscar Mendes
I
Escuta: nos trenós tilintam sinos argentinos
Ah! Que mundo de alegria o som cantante prenuncia!
Como tinem, lindo, lindo, no ar da noite fria e bela!
Vão tinindo e o céu inteiro se constela, florescente,
refulgindo com deleites cristalinos!
Dão ao Tempo uma cadência tão constante
como um único descante com os tintinabulares, pequeninos sons
bem finos que nascendo vão dos sinos
sim, dos sinos, sim, dos sinos.
II
Escuta: em núpcias vão cantando os sinos, áureos sinos!
Quantos mundos de ventura seu tanger nos prefigura!
No ar da noite, embalsamado, como entoam
seu enlevo abençoado!
Tons dourados, lentas notas, concordantes...
E tão límpido poema aí flutua para as rolas,
que o escutam, divagantes, vendo a lua!
Volumoso, vem das celas retumbantes todo um jorro
de euforia que se amplia! Que se amplia!
“O futuro é belo e bom!” – clama o som,
que arrebata, como em êxtases divinos,
no balanço repicante que lá soa, que tão bem, tão bem ecoa,
na vibrante voz dos sinos, sinos, sinos
carrilhões e sinos, sinos, no rimado, consoante
som dos sinos.
III
Escuta: em longo alarma bradam os sinos, brônzeos sinos!
Ah! que história de agonia, turbulenta, se anuncia!
Treme a noite, com pavor, quando os ouve
em seu bramido assustador! Tanto é o medo que,
incapazes de falar se limitam a gritar em tons frouxos,
desiguais, clamorosos, apelando por clemência ao surdo fogo,
contendendo loucamente com o frenesi do fogo,
que se lança bem mais alto, que em desejo audaz estua de,
no empenho resoluto de algum salto
(sim! agora ou nunca mais!), alcançar a fronte pálida da lua!
Oh! os sinos, sinos, sinos!
De que lenda pavorosa, de alarmar, falam tanto?
Clangorantes, ululantes, graves, finos, quanto espanto vertem
quanto, no fremente seio do ar!
E por eles bem a gente sabe – ouvindo seu tinido, seu bramido –
se o perigo é vindo ou findo.
Bem distintamente o ouvido reconhece pela luta, na disputa,
se o perigo morre ou cresce, pela ampliante ou decrescente
voz colérica dos sinos, badalante voz dos sinos
sim, dos sinos, sim, dos sinos,
carrilhões e sinos, sinos, no clamor e no clangor que vêm dos sinos!
IV
Escuta: dobram, lentamente, os sinos, férreos sinos!
Ah! que mundo de pensares tão solenes põem nos ares!
Na silente noite fria, quanto a alma se arrepia à ameaça desse canto
melancólico de espanto!
Pois em cada som saído da garganta enferrujada
há um gemido!
E os sineiros (ah! essa gente que, habitando o campanário solitário,
vai dobrando, badalando a redobrada voz monótona
e envolvente...), quão ufanos ficam eles, quando vão
tombar pedras sobre o humano coração!
Nem mulher nem homem são, nem são feras: nada mais
Do que seres fantasmais.
E é seu Rei quem assim tange, é quem tange, e dobra, e tange.
E reboa triunfal, do sino, a loa!
E seu peito de ventura se entumesce com os hinos funerários
lá dos sinos; dança, ulula e bem parece ter o Tempo
num compasso tão constante qual de rúnico descante
pelos hinos lá dos sinos! ha! dos sinos!
leva o Tempo num compasso tão constante
como em rúnico descante, pela pulsação dos sinos, a plangente
voz dos sinos, pelo soluçar dos sinos!
Leva o Tempo num compasso tão constante
que a dobrar se sente, ovante, bem feliz com esse rúnico descante
com o reboar que vem dos sinos, a gemente voz dos sinos
o clamor que sai dos sinos, alucinação dos sinos, o angustioso,
lamentoso, longo e lento som dos sinos!
Cantilena do Corvo
DEMÔNIOS... OS MEUS, OS SEUS, OS NOSSOS
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