domingo, 13 de julho de 2008

REFLEXÕES DE UMA ALIENIGENA SOBRE O ESTRANHO COMPORTAMENTO DOS SERES HUMANOS PARTE V


Já faz alguns dias que a inspiração não dá-me o ar de sua graça... o papel só não está totalmente em branco porque estou tentando passar para ele este sentimento de vazio interior completo. Nada me vem à mente, nenhum um pensamento patético, poético, nem um pensamento mágico lúdico “brilhante” para brindar a mim ou a quem me lê e por isso não quero escrever qualquer coisa... palavras mal ditas acabam por revelarem-se “malditas” no lato sentido da palavra... que estou a dizer.. Ah... isso então eu sei, são meus pensamentos blue devils, de puro desânimo... pulam da mente para o teclado, mal me deixam trabalhar... não estou triste; não estou alegre, só desanimado... Há uma escada da terra ao céu, difícil, mas não impossível, é topar com o primeiro degrau... Todavia, não vou reclamar do mundo nem de seus habitantes; os cegos, surdos e mudos... já me conformei de ter que viver entre vocês; também não vou reclamar do tempo, nem do calor agonizante... Procuro na Internet por boas noticias, procuro por inspiração... entro nos sites, mas nada encontro... aonde foram parar? Não é possível... deve haver, meu Deus, gente feliz de verdade nesse mundo, deve haver um lugar seguro sem tanta futilidade, frustração ou indiferença... deve haver amor, respeito, amizade no lado perfeito da maçã... embora, aparentemente, as circunstâncias nos levam a crer que a humanidade inteira viva na banda podre... Humm... inconscientemente (agora, nem tanto) devo estar em busca do paraíso perdido, porém o “mar não está pra peixe”... Melhor tirar um descanso... Deixo por um tempo a mesa do computador e ligo a TV, entretanto, a vida me surge no vídeo da mesma forma, em aspectos irrelevantes, medíocres, violentos e absurdos e a vida deveria ser maior do que tudo, é com o que sempre contamos, que a vida em si, seja maior do que tudo... maior até que o meu desânimo... Ponho um disco no aparelho de cd... ouço um pouco de cada gênero, rock, blues, jazz, ópera, clássico, rap, funk e até um forrózinho pé de serra na voz do velho Gonzagão, o rei do baião, nada me apetece o espirito... penso então em meus possíveis amores (os aliens também amam) penso em meus amigos mais queridos, porém nada disso me ajuda... a comunicação com pseudos amantes e caros amigos é meio confusa e embaraçosa e além do quê “longe dos olhos, longe do coração” (esse dito não funciona para mim, pois acredito que quando se ama profundamente essa comunicação é constante, ininterrupta... ) Deixemos desses pensamentos... um café cairá muito bem... vamos à cozinha, relaxar um instante, beber uma xícara da bebida negra doce/amarga estimulante... como um blues... bem... para me fazer de importante e arranjar uma desculpa para o meu iminente fracasso como cronista, contista, poeta, contador de histórias, escritor sem leitores, posso ao menos dizer como dizem muitos humanos, que estou “atravessando meu inferno astral”... mais outro?! Sabe, isso soa como piada... inferno astral...?! Tem lá cabimento culpar os astros? Logo eu que atravessei os sete céus, viajando por galáxias distantes, passando por sóis, estrelas, luas e luas, ansiando pelo mar da tranqüilidade absoluta? Eu, que almejei me transformar na própria lua ou no próprio sol?!... Hoje me dói estar só, confesso... mas, “antes só do que mal acompanhado”, eis aí um ditado muito certo, nesse concordo com os humanos... já vi muita gente fazer bobagens por conta de se sentir solitário, por conta de não saber ser só e devemos aprender a ser e estar sós nesse mundo. 

Tentei fazer uns
Versos/Reversos/Diversos/Inversos/Controversos
Infinitas/Cantigas/Longínquas/Rimas...

Pronto! Morreu aí... não me vieram mais palavras para o continuar... essa crônica também, acho que morre aqui... Não darei mais ao meu desânimo importância maior que a necessária, não farei isso comigo, nem com vocês, nem com o medo e muito menos com a solidão, sentimentos inseparáveis do desânimo, primo-irmão do desespero, senhor da loucura, pai de todos os enganos ... senão eles crescem (e como crescem) e ficam tão poderosos que acabam por nos exigirem soluções radicais, mortais, irreparáveis.
Enquanto escrevia este texto, assistia as novelas... sim, gosto de novelas... e de algumas outras coisas que considero e reconheço como bobagens, (não que todas as novelas o sejam)... só porque sou um ser evoluído não posso gostar de coisas assim? Apesar de meu aspecto grave, sério, acreditem ou não, sei sorrir e apreciar os pequenos e doces enfeites e encantos que tornam a vida mais agradável e que nos ajudam a prosseguir... mas, voltando ao assunto, acabei de mudar de canal e por coincidência ou ironia, está passando Razão e Sensibilidade, uma produção anglo-americana baseada no romance de mesmo nome, da escritora inglesa Jane Austen. Já o assisti, porém irei vê-lo mais uma vez... é o tipo de filme que me dá aconchego, me desperta esperança e me devolve as boas lembranças. Um pouco mais de Razão e Sensibilidade é o que precisamos, nós, todos os seres. Uns, certamente, muito mais do que outros.
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