Um corvo, um cobre
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quinta-feira, 7 de setembro de 2023
SÍNDROME DE VIRA-LATA
terça-feira, 5 de setembro de 2023
A FOLHA E O RIO
Foto by Bob Medina
Assim como a folha levada pelo rio, assim vai a minha dor, assim vai o meu amor... Vai, feito folha leve e velha que nem essa, para onde o rio levar... A descansar nas margens ou quiçá, nas profundezas de uma vida imperfeita.
A folha, leve e velha surpreende o mundo por onde passa pela graça, beleza e estranheza com que se deixa levar, pacientemente, sem se queixar, para onde e como o rio quer, para onde e como o rio quiser.
Segue em silencio, sem queixa, a velha folha, para juntar-se a outras folhas, tão velhas quanto ela, contadoras de histórias, que sabem que, antes, precisam primeiro apodrecer para depois, voltar a viver... A voltar, a prosseguir, a percorrer, a insistir em novos ciclos, outros caminhos.
A folha, em essência, se encontra presente em todos eles... Tal qual a água do rio que a levou para longe.
segunda-feira, 4 de setembro de 2023
"ADEUS TAMBÉM FOI FEITO PRA SE DIZER"
Para o filósofo alemão Schopenhauer, grande amante dos cães, a dor seria o vínculo mais importante entre os humanos e os animais, aquele que os une como seres consoladores um do outro.
A autora Olga Tokarczuk diz em seu livro Escrever é muito perigoso: “Para mim, é mais fácil suportar o sofrimento de um ser humano do que o sofrimento de um animal. O ser humano tem uma posição ontológica própria, elaborada e anunciada aos quatro ventos, e assim constitui uma espécie privilegiada. Tem cultura e religião para o apoiarem no sofrimento. Tem suas racionalizações e sublimações. Tem Deus que, enfim, o salvará. O sofrimento humano tem sentido. Para o animal, não há nem consolo nem alívio, porque não existe salvação que o espere. Não há sentido. O corpo do animal não lhe pertence. Ele não tem alma. O sofrimento do animal é absoluto, total. Se procurarmos vislumbrar esse estado com nossa capacidade humana de reflexão e compaixão, desvenda-se todo o horror do sofrimento animal e, em consequência, o terrível e insuportável horror do mundo” (2023, p. 39)."
Dylan morreu no sábado e tivemos que chamar um crematório particular, dado que a Prefeitura não disponibiliza, mas deveria, esse tipo de atendimento, já que por ter morrido de cinomose, não se pode enterrar. Estou com saudades e sempre que penso nele, meus olhos se enchem de lágrimas, porque, de certa maneira, eu não sei o quanto ajudei, o quanto contribui em seu sofrer, pois ao pensarmos estar a fazer o bem, muitas vezes, fazemos é o mal. Não há mais muito o que eu tenha a dizer. Não é o primeiro cachorro que perco, mas, com cada um que se vai, um pouco da minha alma vai junto, são anjos na terra, eles guardam mundos em si, segredos e mistérios e se você quiser aprender mais da vida, tenha um cão e o trate com todo o amor no coração… é como dizia Kafka: "Todo o conhecimento, a totalidade das perguntas e respostas, se encontra nos cães”.
quinta-feira, 31 de agosto de 2023
#PAREM DE NOS MATAR!
domingo, 27 de agosto de 2023
O CORVO
Assisti ontem, ao filme O Corvo, na HBO, estrelado por John Cusack. A produção é de 2012, mas, só agora lembrei de ver, graças a uma postagem que vi no Facebook. Eu amo Edgar Allan Poe e leio e vejo tudo que lhe diz respeito.
O filme trata dos últimos cinco dias da vida de Poe, em Baltimore, em meados do século XIX, em pleno período de eleições. Ninguém sabe o que aconteceu com Poe nesse meio tempo, pois foi encontrado praticamente desacordado, largado em um parque. Sozinho, sujo e completamente fora da realidade. Muitos acharam até que estava bêbado ou que estivesse sob efeito de outros tipos de drogas e há inclusive, a suspeita de que foi usado, sendo levado para votar várias vezes em diversos distritos.
Bom… no filme, Poe, a essa altura, já viúvo, como sempre, está apaixonado perdidamente por uma bela mulher, de onde tira inspiração para seus poemas; no filme, é sugerido que o poema Annabel Lee foi dedicado a ela, a jovem branca e loira Emily Hamilton (Alice Eve), mas, claro, tudo é obra de ficção, Poe nunca teve essa namorada e o poema, provavelmente, foi escrito para sua jovem e finada esposa, Virgínia Clemm Poe. Enquanto vive essa paixão avassaladora, um assassino resolve recriar na vida real os contos assombrosos e sanguinolentos do mestre. Há uma corrida contra o tempo, quando Emily é sequestrada e em cinco dias, com a ajuda do chefe de Polícia, o detetive Emmett (Luke Evans), e sua equipe, Poe tenta descobrir quem é o autor de tantos crimes e o sequestro de sua amada. Um filme muito bom, com John Cusack, inteiro, na pele do maior escritor de todos os tempos.
sexta-feira, 25 de agosto de 2023
Porquê eu sou... sincero?!
É cansativo esse pessoal que pratica o "sincericídio"; com a desculpa de ser sincero, verdadeiro, comete erros impensáveis como humilhações, racismo, ódio, confunde "alhos com bugalhos" em nome de uma verdade que só cabe a eles mesmos, à sua realidade distorcida e muitas vezes horrorosa.
Eu já disse tantas vezes que sou sincera, pois existem os sinceros e os "sincericidas"; eu sou sincera mas a medida do possível, sincera até onde me manda o bom-senso, porque ser sincero não requer confissões despudoradas, de foro íntimo ou de conceitos e preconceitos que atingirão outras pessoas de forma malévola e ignorante.
A era Bolsonaro, inaugurou esse tipo de "sinceridade" maligna, posto que ser sincero não requer falta de educação ou frases disparatadas sem a menor compostura. O "sincericida", traz à tona a maldade subjacente que há dentro dele e com isso se passa por "autêntico", quando simplesmente está mesmo é a ser um hipócrita, um sádico, distorcendo algum tipo de verdade (como se existisse apenas uma verdade, a dele, claro), ou algo do tipo verosimile; um hipócrita que usa de uma pseudo-verdade que, como já disse acima, só lhe diz respeito. Um "sincericida" é autodestrutivo e destruidor da ordem social pelo qual as pessoas se relacionam.
Hoje em dia, tenho pavor de quem se diz "sincero", "autêntico"; o "sincero", o "autêntico" ou o "sincericida", é, no fundo, um fascista, um bolsonarista, um extremista. É cruel sem a menor necessidade e gosta de ser assim. Sinceridade é uma faca de dois gumes; para se fazer uso da sinceridade, é preciso ter empatia, bondade, arcabouço moral. Um "sincero" atual, de nossos dias, é um alguém destituído de humanidade, um amoral, é um debilitado emocional que desconhece a ética. Deus me livre de "sincericídios"; "autenticidade", em nossos dias, não tem nada a ver com autenticidade, de fato. Prefiro concordar com Cazuza, quando dizia: "Mentiras sinceras me interessam"... sim, mentiras sinceras me interessam de verdade.
quinta-feira, 24 de agosto de 2023
O Lagarto e a Aranha
'Um lagarto e uma aranha se encontraram. O lagarto disse: 'O que você come?' e a aranha respondeu: 'Moscas.'
'Eu também', disse o lagarto, 'parece que somos companheiros adequados.'
Eles montaram casa juntos.
Uma noite, eles estavam caçando moscas. Um gato se aproximou. Um instante antes de se lançar sobre ele, o lagarto gritou para a aranha:
'Um gato vai me pegar, o que devo fazer?'
A aranha respondeu: 'Apenas teça um pouco de teia e escape para este pequeno buraco onde estou.'
Enquanto o lagarto tentava entender isso, o gato o pegou.'
Cantilena do Corvo
DEMÔNIOS... OS MEUS, OS SEUS, OS NOSSOS
Sempre indaguei da vida, se ela presta mesmo, apesar de, lá no fundo de mim, acreditar que sim, “a vida presta”, apesar de tantas barbarid...
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Nos profundos e escuros rios da Bacia Amazônica, repousa a Boiúna, a terrível senhora das águas. A palavra boiúna é de origem tupi e si...
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Foto da peça A Vida é Sonho/Texto: Calderón de la Barca/Adaptação e Direção: Edson Bueno http://aldicelopes.blogspot.com/2008/11/vida-son...
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Hans Christian Andersen (02 de Abril de 1805/04 de Agosto de 1875) Um conto de Hans Christian Andersen Recontado por ...