STEAMPUNK TALES

ENQUANTO O FLAUTISTA NÃO CHEGA
A BREVE HISTÓRIA DE HUS




Illustration for the russian music and theatre festival 
"Baltic Seasons" in Kaliningrad - Aberiu


"A humanidade está adormecida, preocupada apenas com o inútil, 
vivendo num mundo errado..." (Hakim Sanai)


Hus é um pequeno país situado na região do Levante, no sudoeste da Fronteira Oriental, tão antigo quanto os tempos e por isso mesmo palco de constantes conflitos. Por conta de sua localização foi, e ainda é, alvo de disputas e ambições. Sua capital é Palmira, mítica cidade, joia rara de esplendor e beleza, Oásis dos viajantes, descanso dos peregrinos. Governado pelo ditador Bayad Al- Bayouth, filho do antecessor, Fazz Al-Bayouth, este nem sonhava em chegar ao poder. As circunstâncias, enfim, que levaram a morte de seu irmão mais velho, em um acidente, conspiraram para isso; coisas do destino, poderíamos dizer..... e o que é o destino, senão o resultado final de situações determinadas por ações¿  

Por ora, é só o que se precisa saber, pois o Flautista, o inoculador de almas, acabou de alcançar o Monte Meru. Vê-se ao longe seu dirigível colorido, feito de canções e bons pensamentos,  tudo canta quando ele chega.



GUINAGAR, PALÁCIO KENTAL, SALA DE REUNIÃO DE BRACK DRACK ORMUL.  SOMENTE PARA CONVIDADOS




- Tudo preparado para o ataque, senhor. - Assim diz o General Custer, conhecido como "O Escalpelador", a disfarçar um sorriso branco numa boca enorme, arreganhada e cheia de dentes pontudos - só estamos esperando o seu consentimento. Navios, balões, aviões, aeronaves de médio e grande porte, soldados, armas.

O cônsul de Ferrancia se ajeita na cadeira, enxugando com um lenço um suor inexistente na testa lisa.
- Pois então, Brack Drack Ormul, os países aliados da Fronteira Sul, Sudeste, Noroeste, Leste e Meridional Central, são totalmente favoráveis ao ataque. A população se agita e até exige uma intervenção.

- Vejam como são as coisas... Eu levo paz e ainda assim me odeiam - diz Brack Drack Ormul - um homem não pode falar em paz, sem fazer a guerra onde a guerra impera. Acho justo que, os fins justifiquem os meios. Eu estou ficando cansado, muito cansado.

De repente, a porta da sala se abre estrondosamente. É Malena Hughes Bennu, - o último nome uma referência à sua linhagem, tão antiga quanto os deuses do panteão sagrado de Misr - do Conselho dos Anciões, que adentra a sala com toda autoridade daqueles que nada temem.

Os convidados se encolhem na mesa, pois sabem que Malena é figura de respeito e poder além do humano. Uma espécie de sem deusa, dizem, já que é filha de Thot com as areias do Tempo; descendente de Bennu, o pássaro de fogo, Malena é uma Fênix, embora ninguém ainda a tenha visto em toda sua essência ardente e transformadora; é impossível. Não é velha, mas, praticamente eterna, uma vez que renasce de si mesma, sendo por isso, parte do Conselho dos Anciões, desde o principio das eras.

- Maldito sejas tu, Brack Drack Ormul! - Disse ela - Eu sei o que fizeste para tentar justificar um ataque a Hus perante o mundo, como se isso realmente importasse agora. Não pesa em tua consciência a morte de velhos, mulheres e crianças¿ Tua consciência foi sugada de uma vez pelo verme da ambição. Tua cor, nestes tempos difíceis não causa mais comoção e para voltar a chamar atenção, volveste para a vaidade, o rancor e a dor porque destruir é bem mais fácil e vantajoso do que construir. Desde que ascendeste ao poder, te tornaste tão e igual, bem igual mesmo àqueles que um dia, jurastes combater.

Brack Drack Ormul não se move, nem se comove. Malena não poderá detê-lo, nem que ressuscitasse um batalhão de mortos. Ela tem esse poder, é filha de Thot e deste modo, possuidora do livro dos dois encantos. Brack Ormul deseja o livro, mas sabe que é impossível, mas, o impossível não é tão impossível assim de acontecer, portanto, quem sabe um dia; quem sabe...¿ Brack Drack Ormul, estende um dos tentáculos e brinca com a caneta virando-a de cima pra baixo; de baixo pra cima.

- Não me atreverei a responder-te Malena, sei de tuas convicções, pois, eu também as tive um dia; não sou de todo mal, bem o sabes, mas, certos lugares precisam ser apaziguados por quem entende melhor do assunto. São como crianças sem pai, a brincar com brinquedos caros. Eu estou apenas levando a eles o que temos de melhor, que é nossa solidariedade. Infelizmente, não sou comunicado a tempo de tantos fatos... Mas, minha cara dama rara, de cabelos de fogo, se tens pena dos mortos, por que não os ressuscitas, tens este poder; por que não curas o feridos, chorando e lamentando-se sobre eles, em vez de vir aqui, tomar satisfações e o meu precioso tempo?! Não fui eu o autor do último estrago... Não mato crianças, mulheres ou velhos. Não mato pessoas em geral. Não sou assassino.

- Não matas crianças, nem mulheres e velhos?! Talvez não de forma direta. Não foste tu que empunhaste as armas, nem foste tu que armaste as bombas ou preparou os gases mortais?! Porém, omitir-se de forma covarde e dizer que nada sabes, é um pouco demais. Oras por quem me tomas Brack Drack Ormul? Por quanto tempo ainda hás de agir, como se fosses inocente? Em relação aos meus poderes, sabes que não posso usá-los assim, a meu bem-querer. 'Os lugares que precisam ser apaziguados', quem te disse que eles precisam do 'teu melhor?' quem te disse que precisam de tuas leis?! Queres invadir lugares que não te pertencem nem em sonhos; nem a ti, nem a Guinagar. Cada governante que adentra o palácio Kental, pensa ser o dono do mundo, mas, não é bem assim. Percebo tua transformação constante, teus tentáculos cresceram disformes e danosos e com eles, queres abarcar o mundo. Tu és o inimigo número UM de povos e nações. Não podes dominar tudo.

- Mas, Guinagar é uma nação livre, e fui eleito com esta intenção. Eles, esses povos necessitados, não falam, mas adoram quando chegamos. Somos ovacionados, aplaudidos, presenteados. Por que, minha querida, tanta recriminação?

- E os campos de refugiados que estão a crescer cada vez mais¿ os ataques, as mortes?! A diáspora, que, enfim, tem se tornado um problema de ordem mundial, devido ao fechamento das fronteiras dos países do lado Leste¿ Vim aqui porque precisava olhar em teus olhos. Não faz nem três dias, relembravas o Reverendo King e seu discurso de Paz, agora, o que fazes?! Deprecia suas palavras e quer levar o terror onde o terror já impera. Não se salva civis matando mais civis. Queres sim, a ruína do planeta. Enquanto o sonho sagrado do Reverendo desmorona, tu cais na gargalhada profana.

- Eu também tenho um sonho Malena.

- Sim, sei que tens... E o teu sonho não te deixará nenhuma consideração. O suplicio de tantos nunca é em vão. Já sabes a opinião do Conselho. Teus asseclas votaram a favor na sala do Senado, mas, a decisão pode ser revogada.

Udachar, o candidato a candidato a ascensão ao pico mais alto dos partidários de Brack Drack Ormul, quiçá, ao seu próprio lugar, levanta-se ameaçadoramente feito ave de rapina e interpela Malena.

- Revogada, revogada, não trabalhei insistentemente pra que tudo saísse ao agrado de Brack Drack Ormul para nada. Agora, NADA pode vir a dar errado. Vai-te daqui, ave agourenta. Embora estejas sempre a renascer, não temerei em tentar transformar-te em cinzas para espalhá-las por aí, com o vento.

- Cala-te, Udachar! Dajal, mentiroso, impostor, demônio que não hesitou em contar graves histórias incriminadoras contra teu próprio país, perpetradas durante a guerra dos anos 70, quando Hoshin e suas crianças arderam sob o fogo do Napalm. Depois vieram outras; outras e mais outras cidades "apaziguadas", outras "intervenções de paz" e antes delas, antes de Hoshin vieram Nippon e suas duas cidades, Hirock e Nasaki. Quem tu pensas que és para me afrontar dessa forma?! Covarde; besta-fera predadora, oportunista. Brack Drack Ormul te atura, porque precisa. Seres assim, que nem tu, sem resquícios de gentileza e por isso mesmo são necessários para o trabalho sujo. Seres como tu que não recusam em lavar as mãos com sangue de inocentes apenas para sentir o gosto do poder.

- Senhoras e senhores, não se assustem. Perdoem-me pelo susto quanto à entrada um tanto intempestiva, inusitada, mas eu precisava vir e olhar nos olhos do grande polvo, ver o quanto ele cresceu e ficou asqueroso. Entretanto, embora te compare a um polvo não possuis a inteligência, nem a gentileza dessa criatura. Estás bem mais para um conto de terror; um conto de Lovecraft , Cthulhu, enfim, ganhou vida.

Malena Hughes, saiu, fazendo antes um gesto, onde pequeninas chamas faiscaram de suas roupas e de seus dedos. O medo dominou-os por um instante. Então, o silencio reinou na sala, mas, por pouco tempo, indiferentes, os "poderosos senhores" voltaram à reunião.

Brack Darck Ormul, pensativo, recolheu os tentáculos. Estava um tanto quanto cansado ou quem sabe, apenas entediado.


POVOAUMENTO


O grande polvo
Emergiu do mar?
Não sei, 
Do ar
Talvez
De tempos febris
Mutação
De nuvens e espaços
E céus
Quem sabe
Ou ainda então
De Chuva ou de Sol
O polvo cresceu, cresceu
E envolveu.. estendeu seus tentáculos
Para cima, para baixo, para os lados
Infames, enormes e cheios de memória
O mundo era uma bola
A flutuar no vazio
Era de quem o alcançasse primeiro


MANSÃO DE KAIRÓS/AEVUM,
OS GÊMEOS, FILHOS DO TEMPO




Mundo real! Não devemos ter medo de inventar seja o que for. Tudo o que existe em nós existe também na natureza, pois fazemos parte dela... (Pablo Picasso; 1881-1973)

Enquanto isso, entre as dobras do tempo, numa passagem no mar de nuvens, nos altos do monte Meru, em Sindhu, na mansão secreta de Aevum e Kairós...

Batem as horas no gigantesco relógio, mas, Aevum e Kairós nem o olham. Por eles, o relógio nem estaria mais ali, uma vez que não precisavam dele; entretanto, deixaram-no lá, em respeito ao seu pai, o velho Cronos, o marcar do instante presente. Isso, embora lhes dissesse respeito, não os ajudaria em nada no momento; eles estavam em constante luta com seu pai, por causa dos humanos; enquanto os humanos, que só sabiam viver em guerras, tentavam usar os gêmeos a seu bel-prazer, ora renegando-os; ora ignorando-os ou então, simplesmente manipulando de forma inadequada seus atributos, assim como faziam com tudo o mais que achassem seu por direito. Entretanto, gostassem ou não, tanto Cronos quanto os humanos, eram eles afinal, os gêmeos, Kairós e Aevum, os controladores de tudo, eram eles "o tempo de Deus" sobre a Terra, principalmente nesse momento, onde providências urgentíssimas precisavam ser tomadas.

- Sonho, acorde. - Disse Aevum, soprando suavemente em seu ouvido.  - Não o chamamos aqui para que continuasses a dormir; precisamos de tua ajuda, precisamos de uma solução.

Sonho abre o olho direito, deixando fechado o olho esquerdo.

- Não estou a dormir, minha querida, sabes muito bem que dentre todas as existências em que cabe a existência, sou eu o mais desperto dos seres. Estava a dar uma olhada estratégica nos sonhos do Grande Ditador de Guinagar, Brack Drack Ormul. Já o conheço de longe e o que vi agora, foram somente seus sonhos de grandeza se multiplicando ao infinito. Não foi por falta de aviso. Alertei, através dos sonhos vários humanos, para que soubessem a quem estavam a eleger. Alertei, para que não fossem enganados pelas emoções; mas, sucumbiram, fatalmente, às falsas manifestações de simpatia e discursos melosos sobre amor e paz e um mundo mais justo.

 - Mundo mais justo?! Arrematou Kairós, aproveitando a deixa de Sonho. - Os humanos são a maior parte do tempo que lhes damos, tão bobos! Chego a sentir pena dessa raça por conta das tamanhas bobagens pensadas e aplicadas. São crianças num jardim de infância. Talvez tu sejas o maior culpado, Sonho, por viver se intrometendo em seus devaneios nas horas menos apropriadas.

- Não, não... Os humanos é que se intrometem em meu sono e tornam-se, para mim, tormentosos pesadelos...

- Deixemos, deixemos... - tornou Aevum - que viste, afinal, no sonhar de Brack Drack Ormul?!

- Vi o que sempre vejo e não gosto de ver em sonhos de pessoas assim. Vi sombras se alteando, vi pessoas usarem de maldades para tocar o terror; vi chuvas de fogos, mísseis sobre pessoas inocentes, nuvens de gás, principalmente o maldito gás sarin. Vi pessoas mortas, crianças mortas. Enfim, vi um mundo inerte, morto e ele e seus cúmplices, a reinar triunfante perante o nada, absolutamente. Vi-o sentado num trono feito de crânios; os pés pousados sobre tapetes de pele humana.

- O seu sonho, pesadelo para nós e o resto dos humanos, está a virar realidade. Aprendeu a lição do antecessor direitinho - Disse Kairós. - E então, o que faremos?!

- O Oriente se sacode... - diz Aevum, com voz firme, embora quase num lamento - a miséria aumenta, os ditadores proliferam. Quem sofre?! As crianças são sempre as maiores vitimas. Este último ataque foi estarrecedor. Não importa mais quem planejou; de onde veio; quem aceitou. Precisamos evacuar as crianças.

- Tirá-las como¿ e levá-las para onde?! - Pergunta Sonho - Só se sai e se entra nesse mundo, através de Ee-se, a protetora dos mortos e das crianças e ela está lá agora, num vai e vem entre a cidade e o campo de refugiados; a cobri-las com seu manto, faz parte do contingente de médicos humanitários que partem agora pro meio da guerra.

- Saber de Ee-se é um alívio, embora dementes estejam a usar seu doce nome em vão. Aquela cena dolorosa, das crianças enfileiradas, mortas, deve ter lhe partido o coração e sugado a alma. Mas, para ela, o consolo é mais rápido, precisa ser, pois outras crianças estão a nascer e a precisarem dela.

- Ah, - sorriu Kairós, você esqueceu-se do Flautista e de seu ardil...  Sonho; andas muito distraído.

- O Flautista, o Inoculador de Almas - diz Sonho, com o olhar distante. - Faz tempo que não o vejo; nem ouço falar dele, mas, parece-me que alguém ainda se lembra...

- Sim! - Disse Aevum - e enquanto alguém lembrar-se dele, ou de qualquer um de nós, o mal não recairá de todo por sobre o mundo. Nós já o convocamos...

O relógio volta a soar, mostrando ao fundo o desenrolar do drama humano. Desta vez, os três observam e lembram. O Flautista está a caminho, mas, o Oriente sofrerá por um longo tempo. A faixa de Zahar está novamente em conflito; os aliados de Brack Drack Ormul não respeitam mais nada. Aliás, nunca respeitaram. Os últimos ataques foram direcionados apenas aos jovens praticamente.

- Sim! - Disse Sonho - não é apenas Hus que sofre com uma guerra de três anos; em verdade, essa guerra já dura muito mais tempo, mas, o mundo inteiro é palco de uma historia de terror, e Brack Drack Ormul não é o único culpado; talvez seja apenas o mais forte, mas culpados, todos o são! Cronos está velho mais ainda devora seus irmãos com um apetite voraz... Os filhos de Gaia - os humanos - não possuem alguma defesa contra ele.

- Aí é que você se engana, Sonho - disse Kairós - Se os humanos fossem mais sábios, não correriam; não lutariam contra Cronos. O tempo urge e ruge porque os humanos o temem e a ele dão todo poder... Cronos é nosso pai, o tempo linear e uniforme; Ananke, nossa mãe, é a inevitabildade, eu sou Kairós, o tempo da oportunidade, enquanto minha irmã, Aeon ou Aevum, é o tempo sagrado; lembrarem-se de nossa existência, evitaria muitos desgastes e desenganos. Além de Cronos, nosso pai; Ananke, nossa mãe, a inevitabilidade, também agora deve fazer o seu trabalho. Para o tempo mal aproveitado dos humanos, a ela, ou a eles, não lhes resta alternativa, há não ser colher o que se plantou. Para o mal, para o bem!

- Sim - afirmou Aevum - infelizmente Cronos, senhor do tempo, continua a reinar e reinará até o fim. Todos o contam de forma cronológica; ninguém nunca, jamais o esquece.

- Ninguém o esquece; ninguém consegue opor-se ao tempo, por achar que não têm opção e agora, o tempo se esgota de fato. - Finalizou Sonho, com um sorriso contrafeito!



INTRODUÇÃO


Em meados de 2014 vi todos os meus receios de adolescência confirmados diante do ataque desumano perpetrado contra a Síria em 21 de Agosto.

Depois daí, perdi qualquer esperança que algo de bom, divino, pudesse acontecer daqui pra frente se não tomarmos providências urgentes. Dei-me conta que estamos à beira de um colapso em meados de 2014, mas já suspeitava disso há muito mais tempo, já que essa história é a história da humanidade, apenas relutava em aceitar. Entretanto, apesar de tudo, uma esperaçazinha teima em vingar no coração. Espero que ela cresça e se fortaleça, porém, para isso precisamos de um valoroso exécito de UM. Precisamos ser UNO em harmonia, pensamento e ação. Precisamos de conscientização. 

Escrever por enquanto é minha forma de combate.  




HUS, 2014, 21 DE AGOSTO, MÊS DO CACHORRO LOUCO!


A sombra venenosa caiu sobre Hus sem ninguém esperar. Um tipo de gás venenoso foi lançado sobre o povo. 1,4 mil de pessoas foram mortas incluindo mulheres, muitas delas grávidas, e crianças. A situação era calamitosa.

Guinagar, pais líder da Fronteira Norte e aliados, conspiraram, então, uma entrada triunfal em Hus no que foram reprimidos e censurados pelo Conselho dos Anciãos Permanentes e pelas opiniões adversas vindas das mais distantes partes do Universo.

Hus está sombria; infeliz e despedaçada.

 A ajuda de Guinagar, todos sabiam, não era de ordem humanitária, mas, mesmo assim, tinha quem a defendesse, mas, na verdade, Guinagar só pensava em colonizar, pegar as riquezas que pudesse pegar e deixar em seu rasto, pilhas e pilhas de mortos, tanto de um lado quanto de outro.

Guinagar nunca se importou; não se importa e nunca há de se importar; nem com seus soldados; nem com o povo, seu ou qualquer outro.

Guinagar não se importa com nada que seja morada de sentimentos.

Guinagar é frio e calculista, é, assim diz, que se conquista o futuro e se molda o mundo.
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