quarta-feira, 22 de abril de 2015

ENTRE A VIGÍLIA E O SONO OU DIREI, SONHO?





Estive a dormitar um pouquinho e tive um sonho. Sonhei que entrava em algum lugar, uma loja ou um ateliê, onde minha intenção era comprar uma roupa.. não uma roupa especifíca, já que não tinha nenhum modelo em mente. Falei com o atendente e paguei por algo que nem sabia direito o quê... fiquei esperando a entrega da encomenda.. uma vez, que não havia escolhido nada, mesmo assim fiquei achando que a entrega seria imediata.. mas, aí reparei que havia alguém costurando.. era uma espécié de collant ou como chamam hoje, um body.. essas roupas que grudam no corpo.. e era um body cinza escuro.. lembro que não gostei e perguntei se não havia outra cor, posto que nem me perguntaram se queria aquela cor.. embora bem feito, bem moldado, era um body tão sem graça.. prestes a reclamar outra vez, acordei. 

Julgo esse breve sonho, como um reflexo de minha vida nos últimos tempos.. embora certa, bem moldada, andou cinza, muito cinza ... e completamente sem graça. Bom.. não há muito o que fazer.. não estou super feliz (nunca fui feliz gratuitamente ou tolamente, sou feliz dentro de minha ideia de felicidade, se é que me entendem) mas também não ser, não estar super feliz não é o fim do mundo. Talvez, eu tenha que costurar meu proprio body, ainda dá tempo... mesmo sem saber costurar direito ... talvez, isso fosse algo que já deveria ter feito, costurar decentemente era algo que deveria ter aprendido. Analisando friamente meu sonho: body = pele + vida +costura + planejamento = contentamento? ... bom.. de qualquer forma, poderia ter aprendido mais, seguido as regras e poderia ter escolhido diversos panos, todos coloridos, insólitos e do mesmo jeito, do mesmo modo, quem sabe, ainda os veria cinza. Questão de perspectiva.. eu acho.. não sei.. contudo, disso tenho certeza, a minha essência, não é de uma gente feliz; feliz, a partir do estranho conceito que se tem de felicidade.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

MAGOADA QUE NEM ED MOTTA





 Gente, pode me chamar de recalcada, invejosa, sei que são feios esses sentimentos.. mas, detesto quando algo que faço já algum tempo vira moda lá fora e aí, os brasileiros acham o máximo.. vou fazer 51 anos daqui um mês e há anos escrevo histórias, fábulas, contos de fadas e também desenvolvo meu trabalho com pinturas a lápis de cor; tudo muito bem documentado.. já que gosto de mostrar o que ando fazendo através de fotos e comentários .. bom.. no meu caso, fato é que escolas nunca se importaram.. amigos que trabalham com arte nunca ligaram.. niguém nunca me chamou pra participar de exposição para mostrar isso ou aquilo.. nem meus livros, nem os desenho à cores.. agora que virou esse desbunde .. todo mundo quer pintar.. entretanto, não querem mais (como nunca quiseram) o trabalho dos santos de casa.. querem apenas o que vem de fora.. só o que vem de fora é o que presta.. estava vendo no Programa da Ana Maria Braga, a matéria sobre o assunto pintura a lápis de cor.. agora, até os mais ocupados, querem usar o lápis de cor pra desestressar, porém, lógico, querem os livros da ilustradora inglesa, que está a ganhar rios de dinheiro com algo que cansei de dizer ser uma excelente terapia, fossem para crianças e adultos jovens ou velhos.. eita gente de visão estreita. Eu estou muito p... pq reclamavam quando vendia os desenhos a 0,50 e ainda queriam levar fiado.. o curso, custava 20,00 e mesmo assim, choravam.. porra meu.. Estou me sentindo o próprio Ed Motta, ele não pode falar porque mal ou bem ganha dinheiro com sua arte.. mas, eu que nada ganho, posso exorcizar minha raiva, ainda que com certa educação