segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Orestes: Entrevista Com Virgínia Allan

Orestes: Entrevista Com Virgínia Allan

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Entrevista Com Virgínia Allan

por Mario Orestes


Escritora e poetisa, Sayonara Melo, que responde pelo pseudônimo de Virgínia Allan, já publicou alguns livros e mantêm atualizações em quatro blogs, twitter, orkut e facebook. Seus escritos são criativos e líricos, com influências que vão de Edgar Allan Poe, blues à filosofia oriental. Costumo dizer que esta é a mulher mais inteligente que conheço. Lúcida, talentosa, meiga e ótima conselheira, Nara é um exemplo de superação e humanismo. A entrevista a seguir, ela me concedeu gentilmente para postagem no blog Orestes.


Orestes: Como surgiu o pseudônimo “Virgínia Allan”?
Virgínia Allan: Surgiu a partir da admiração pelo escritor americano Edgar Allan Poe, cuja esposa chamava-se Virgínia Eliza Clemm Poe; adotei o pseudônimo de Virgínia e troquei o sobrenome por Allan.
O: Como a referência de Edgar Allan Poe chega a influenciar em sua obra?
VA: Ah! Influencia sempre, em todos os momentos. Ele ensinou-me, ensina-me ainda, a pontuar os momentos sombrios com a dose exata de suspense, dor, melancolia ou assim eu penso e como sou bastante crítica, acredito em mim.
O: Muitos foram os escritores de sucesso que não tiveram formação acadêmica. Você já sofreu discriminação ou algum outro tipo de problema por ser autodidata?
VA: Na verdade não. Um escritor, de certa maneira, não precisa ter formação acadêmica, não quero dizer com isto que as pessoas não tenham que estudar. Longe disso, mesmo porque para se escrever um livro, como disse alguém que não lembro no momento, é preciso ler pelo menos meia biblioteca. É indispensável sim, a leitura o estudo, as viagens, enfim, tudo aquilo que te ajude a compor um novo mundo. É necessário ter a mente aberta e alerta, discutir, ver, rever novas/velhas idéias; se necessário mudar de posição, conceitos e assuntos.
O: Desde quando você começou na arte da escrita e como você atinou que tinha tais afinidades?
VA: A escrever mesmo, comecei por volta de 1998; achar que tinha algum talento ao receber elogios e incentivos de pessoas relevantes na escrita, não que desse suprema importância as suas opiniões, eram importantes à medida que eu também comparava meus textos a outros de indiscutível aceitação literária; ou seja, eu mesma fui criando critérios que até hoje me norteiam na hora de escrever e expor meus assuntos. 
O: Qual a maior dificuldade para um autor hoje em dia?
VA: Depende do autor. O meu esbarra na falta de verba, na falta de apoio, na falta de uma política pública decente. Eu já desisti de procurar apoio de Secretarias de Culturas, Projetos de empresas e prefeituras. Por enquanto, faço o que posso.
O: Vivemos a era da informática. Com isso, você chega a usar o papel e a caneta ou faz seus rascunhos e primeiras anotações diretamente no computador?
VA: Não! Não vivo mais sem computador e internet. Meus rascunhos são direto na máquina, embora corra risco constante de perdê-los. Sou meio relapsa quando a questão é fazer “backup”.
O: Apesar de ter livros lançados, você escreve constantemente para seus blogs. Logo, quando você escreve, pensa no produto final para o formato digital ou impresso? Existe alguma diferença durante o processo de criação?
VA: Pra mim, não. O processo é um só, mas o formato, claro, é diferente. Mas não penso nisso enquanto escrevo e posto nos blogs. 
O: Qual sua maior fonte de inspiração?
VA: Minha maior fonte de inspiração vem da minha busca de crescimento humano e espiritual. Trilho um caminho que não te exige nada, a não ser o esforço sobre você mesmo.
O: Quais seus próximos projetos a serem produzidos ou lançados?
VA: Meu próximo projeto será uma graphic novel abordando justamente esse crescimento interior. Um conteúdo, digamos, filosófico, mas sem ser chato, pesado.
O: Grato pela entrevista. Deixe seu recado para os leitores e seus contatos.
VA: Eu é que agradeço. Meu recado é apenas que todos possam estar atentos; com a mente livre, abertas a mil e uma possibilidades. A felicidade tão almejada é um estado superior... alquimia interior que deve ser praticada, cultivada com sabedoria. 




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