sábado, 29 de maio de 2010

O MANTO VERDE DA IMUNIDADE PARTE FINAL

 



Ayab, minha ama, acorde, ou será tocada pelo sol malvado, pois ele já está bem alto no céu.”

Zarhil abriu os olhos e encontrou-se deitada em seu terraço em plena luz da manhã. Mamina estava abaixada ao seu lado, apertando seu ombro gentilmente.

A princesa estava só. Soltou um grito abafado... um sonho, um sonho, exatamente o que seu príncipe havia temido... e o manto da imunidade?

“Mamina, Mamina, onde está meu manto da imunidade?”

“Senhora, não existe tal manto” respondeu Mamina “Nós temos apenas a nova burqha preta que trouxe meu amo.”

“Não, não! Ah, desgraça. Estou como estava antes. Allah é justo. Allah é misericordioso,” e, baixando a cabeça, a princesa chorou amargamente. De repente, parou. Por que não descrever a roupa para Mamina? E, então, uma poderia ser feita e ela poderia repetir na realidade o que havia sonhado. Não havia motivos para que o senhor Hassan não desse seu consentimento. Allah era generoso, pois abençoou-a com uma ideia enquanto dormia.

Assim, o manto da imunidade foi realmente confeccionado por Mamina, e a princesa Zarhil, após vesti-lo, foi até seu marido e implorou com seu jeito mais sedutor pela limitada liberdade que ela. Pobrezinha, desejava. Infelizmente, minha história termina aqui, uma vez que o sultão foi inflexível, e não deixou que ela saísse a não ser em sua carruagem.

Portanto, toda noite, quando a lua estava sobre as montanhas, a princesa andava no terraço de sua zenana, envolta no lindo manto da imunidade e com voz desalentada cantava sobre seu belo príncipe desconhecido... a brisa fresca da noite empurrava as dobras de seda do manto de sonho contra seu corpo enfraquecido, e ela tentava com todo esforço acreditar que eram os braços de seu príncipe, que, pelo que se sabia, ainda estava junto ao corcel alado naquela planície salpicada de flores.

Continua...
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