sábado, 10 de abril de 2010

FASTIO





Fastio do mundo
Casa trancada
Paredes cheias de frestas
Rotas estão portas e janelas

Há dias o sol não aparece
Há dias só vejo o escuro da noite
Que nunca desaparece
Há soluços, nunca soluções


Perco tempo a chorar
Pelas árvores desfolhadas
Perco tempo a chorar pelas estrelas cadentes
Meu fastio de tudo
Leva-me a crer no fim do mundo

Por que tanta fragilidade?
Por que deixo abater-me pelas dificuldades?
Há soluções e não apenas soluços...
Mas sento-me, encolhido em um canto 
E nem disfarço a insatisfação
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