sexta-feira, 31 de julho de 2009

TROVINHAS DE AMOR


O vento entra pela janela
E eu estou tão só, meu amor
A melancolia me invade
Trazendo de volta a saudade
De quem foi e não mais voltou

Amor dói não dói
Saudade atroz
Vai, vem escapa, mas não passa
E quando não mata maltrata

Um verso triste?
Só se for agora
No calor da mesmice
No lento passar das horas

Quando te vejo meu amor
A tristeza vai logo embora
O teu sorriso é doce como mel
E mais belo que o raiar da aurora


Meu coração mais o teu
São culpados da paixão
O teu por ter ofertado
O meu por ter aceitado

Eu cá, meu amor, não acho graça
De ti viver separado
Cada qual na sua casa
Saudoso dos abraços

Num canto deixei a dor
Num canto deixei a flor
Num canto deixei o pranto
Num canto deixei o amor

Quisera eu esquecer-te
Quisera eu viajar
Pra um cantinho do mundo
Em que não te pudesse encontrar

Numa casa pequenina
Guardei o meu amor
Ela é toda enfeitadinha
E tem cheiro de flor

Lembrar de você todo dia
É castigo maldito
Dói em mim saber
Que o nosso amor está perdido

Em cima do meu telhado
Saudoso de amor
Uma cantiga triste
Sabiá cantou

Meu amor foi embora
E com ele levou meu coração
Não há remédio nesse mundo que cure
os tormentos da paixão

Passarinho pousou
Nas cordas do meu violão
E um ninho construiu
Dentro do meu coração
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