quarta-feira, 22 de julho de 2009

O MUNDO MÁGICO DE LILLY


Era um sonho o mundo de Lilly. Mal amanhecia e a alegria começava no quintal, um verdadeiro estardalhaço... um colorido e feliz jardim zoológico com bichos de todos os tipos e tamanhos: Girafas, elefantes, cisnes, tigres, pássaros raros, avestruzes, galos, galinhas e até um pato, doído de amarelo, que grasnava alto e sem parar, um pato metido a besta, que não se reconhecia como pato, o coitado pensava que era gente... ai... se ele soubesse como era ser gente, preferiria permanecer na condição pato pateta(?)... pois é... havia de tudo no mundo mágico de Lilly. As tartarugas saiam do rio, repleto de peixes, que cortava o sitio e iam se secar ao sol, esparramadas nas pedras, bem quietas... o pescoço estendido para fora do casco, competiam com as iaras o carinho do sol.
Na frente da casa, era o passar cantante/constante do rio, onde peixes-bois, ariranhas e botos se divertiam, pescando contas e pequeninas pedras brilhantes como diamantes, ou seriam mesmo diamantes? E lá atrás um grande mar se espraiava barulhento, forte, debulhando-se em ondas ora verdes ora azuis, e, mar adentro bem no meio, o passeio sossegado de uma baleia e seu filhote... e ainda havia Romão, um bonito gato de pêlo alaranjado e olhos inacreditavelmente verdes; olhos que estão sempre arregalados, perplexos diante da complexidade do mundo... é um gato pensante?... filósofo?... não, Romão embora pense e chegue as variadas conclusões, é, em verdade, um gato sábio. Alguém duvida de que possa existir sabedoria entre os bichos? Alguém duvida que bicho pensa? Se duvida... é porque não conhece bicho, muito menos um gato chamado Romão...! E depois, quem de nós acredita que tudo sabe é tão deprimente quanto aquele que diz nada saber... Romão persegue um pote de ouro no fim do arco-íris, e as coloridas borboletas no fundo do quintal... certa vez, capturou uma lagartixa que andava a aterrorizar o reino das formigas, mas que belo dragão! Romão ficou satisfeito...
Neste mundo mágico tecido pela imaginação fértil e feliz de uma criança, não havia espaço para qualquer tipo de tristeza... ai, se elas ousassem se insinuar...
Mas, o mundo mágico de Lilly e mesmo ela, estão contidos dentro de uma gaveta, na casa velha de um velho poeta, que abranda a solidão, tirando essas coisas da cachola... pondo no papel pedaços de sonhos.
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