sexta-feira, 6 de março de 2009

LUAR PELA FRESTA




E noite!
Há uma fresta em meu telhado
por onde a lua me espia
Demoro-me um tanto a espiá-la também
Ligo a TV.
Leio um pouco.
Repouso.
Desacelero o coração
Rabisco palavras no papel, linhas ilegíveis
de um pretenso poema, mas sou surpreendido com
a queda de uma estrela, que, suavemente, passa pela fresta
e inunda de luz o meu pensar
Bom sinal!
Quem sabe meu sonho se torne real?
Assim como a lua e a estrela, o sol e a chuva entram pela fresta também
E me acalentam e me dão de beber
Alimentam-me com novas palavras, muitas idéias
E com elas construo um castelo, um novo universo
Renovo o discurso
Refaço o verso

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