sábado, 10 de janeiro de 2009

MAR DE HISTÓRIAS - UM ENSAIO SOBRE O PODER CRIADOR DA PALAVRA E A HISTÓRIA ENSINAMENTO PARTE II



Introdução


As histórias, de um modo geral (mitos, fábulas, parábolas, contos de fadas) sempre fizeram parte de nossas vidas, primeiro por serem para nós, absolutamente necessárias.
O ser humano, assim que passou a evoluir de forma consciente, precisou, a cada dia, reinventar o próprio mundo, deixando que o poder criador da palavra atuasse sobre o fabuloso reino da imaginação.
O retorno aos tempos ancestrais, ou a sua relação com os acontecimentos a sua volta, expressos de vários modos; eram apenas uma maneira de dar e, talvez, se possível, através da imperfeição de sua arte e de seu claudicante linguajar, apreender um certo sentido à existência, que, aos seus olhos, lhe aparecia, tão frágil e constrangedoramente misteriosa. O homem, ao contar para si mesmo a sua própria história, buscava um meio de se encontrar, embora, algumas vezes, fosse necessário que também tivesse que se perder. Perdendo-se e encontrando-se, ele se tornou capaz de ser o senhor de seu destino, alcançando, depois de um árduo e lento esforço, um raro conhecimento que seria impossível para qualquer um calcular o seu devido valor. Portanto, se existe conhecimento, existe uma maneira de comunicá-lo e não de outro modo, mas sim por meio das histórias que se dá tal comunicação; uma comunicação preciosa e, profunda, vasta como o mar, que nos diverte, informa, mas, sobretudo, nos ensina. Veículos, ferramentas, envoltórios, tanto faz como as chamemos, queiramos ou não, são elas que nos conduzem de volta para casa, proporcionando-nos um saudável e sábio reencontro com nós mesmos
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