segunda-feira, 17 de novembro de 2008

O HOMEM QUE SAIU EM BUSCA DE SUA SORTE PARTE FINAL



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Dois homens jovens na ladeira da montanha

(foto, John Fries)

A sorte, de forma muito calma, disse a João: ‘És um idiota. Estás mesmo até menos preparado para buscar a tua fortuna quanto aqueles, que, se limitaram a realizar um ato de bondade sem estarem com o pensamento enraizado na realização de seu destino ou de seus desejos pessoais. És um idiota, porque em vez de seguir o teu destino te afastas dele cada vez mais pelo teu comportamento e na falha de não ver o que estava bem debaixo de teu nariz. Mas, acima de tudo, és um idiota por não prestares atenção ao que eu sou, ao que te disse, ao que te mandei que fizesses, ao que deixei de falar’.
João, como muitos antes dele já fizeram e mesmo depois continuarão a fazer, ficou tremendamente zangado e gritou para sua sorte assim, a plenos pulmões: ‘Oras... Falou o grande sabichão! Depois do acontecido, qualquer um pode ser sábio. Dei-me conta de que tu, além de preguiçoso és um péssimo conselheiro. De nada me valeu ter te acordado e trazido comigo nesta jornada. Era de teu dever... por que então não fizeste o teu trabalho?’.
‘Foste avisado de que pouco adiantaria ter-me ao teu lado se não soubesses me aproveitar. Ainda agora... depois de tudo não te deste conta de que sou a tua sina... a tua fortuna, o teu destino’.
Então, no mesmo instante, sumiu a sorte de João e nunca mais apareceu, nem dela se ouviu falar. Dizem uns e outros por aí, que ela voltou ao cimo da montanha, onde tornou a deitar e adormecer, desta vez, para sempre.

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