quarta-feira, 5 de novembro de 2008

RECORDAÇÕES DA CASA DA COBRA-DESCONSERTO



DESCONSERTO

Apago o sonho que até por uns instantes
Deixou-me tonto
Largo a mala na sala
E despeço-me do nada
Ando para frente
Olho rapidamente para trás
Não há sossego
Na fragilidade do novo dia que surge
Deslumbrante, radiante
Mas muito além de mim
Suspiro profundamente
E deixo no rastro dos meus passos
Palavras caídas, perdidas no fim da linha
Hoje fechou-se o tempo
Em querelas, desavenças
Vou eu na gangorra da vida
Sem brincadeiras
Num sobe e desce
Em versos nus, a descobertos
Desconsertado tento consertar o mundo...
Do meu lado...

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