terça-feira, 28 de outubro de 2008

YO NO ACREDITO EM BRUJAS...


Existe um ditado espanhol que diz: “Eu não acredito em bruxas, mas que elas existem, existem...” as brujas (os) ou feiticeiras (os), eram as (os) praticantes da “velha religião” ou “fé” ou ainda “tradição antiga” que, na Europa Ocidental, celebravam seus rituais e crenças em grandes festividades e eram por isso, perseguidos e tachados pela Igreja como devotos do demônio.
Feiticeiro (bruxo, palavra em espanhol, que lhe é correspondente) significa “sábio” e eram pessoas estudiosas, ligadas à natureza e suas práticas, que penetravam os segredos mais profundos, passados depois de geração em geração, que lhes permitiam obter das ervas e outras fontes naturais, elixires e fórmulas de “encantamento” que ajudavam na cura de doentes. Eram eles os “médicos”, conhecidos dos vizinhos e aldeões, que confortavam o corpo e o espirito, e durante muito tempo não foram perturbados nem ameaçados por qualquer motivo. Mas, minha intenção aqui não é tratar da origem das bruxas, nem o que levou a Igreja Católica a persegui-las. Como nos aproximamos do Halloween, que, embora não seja exatamente uma tradição da cultura brasileira, mas que está começando a se disseminar, pois temos nós também, sempre tivemos, como em qualquer lugar nossos mágicos, bruxos, xamãs e afins...) gostaria de transcrever algumas fórmulas antigas e curiosas. Irei começar com a magia amorosa.

1. Para conquistar a paixão de um homem: Esta fórmula é de origem indiana e a mulher não deve confiar a outra a sua prática, deve ela mesma recitá-la pelo menos por sete vezes:

Possuída estou pelo amor abrasador que sinto por este homem, e este amor vem a mim de Apsaras, o que sempre vence.
Que ele, este homem, pense em mim, só em mim... que me deseje somente e que seu desejo queime... que esse amor nasça do espírito e que o envolva totalmente, eternamente!
Que me deseje como nunca antes me desejou! Eu o amo, eu o quero... deve ele por mim o mesmo sentir!
Ó Maruts, que de amor ele fique cheio, ó espírito do ar, o encha de amor; ó Agni, que ele arda em amor, fogo eterno e invisível, mas somente por mim!

Continua...


Do livro Ritos Mágicos e Ocultos; Idries Shah; Biblioteca Planeta - por Virgínia Allan
Postar um comentário