terça-feira, 9 de setembro de 2008

SE...



Se eu não tivesse me apaixonado, talvez nem ligasse se o telefone não tocasse.
Se eu não tivesse me apaixonado, não faria questão de ouvir a tua voz.
Se eu não tivesse me apaixonado, não me importaria com o pouco caso que fazes de minhas necessidades.
Se eu não tivesse me apaixonado, te deixaria adormecer em paz, sem cobranças; sem o tom impaciente de minha voz.
Se eu não tivesse me apaixonado, não me preocuparia com tuas preocupações, nem me entristeceria com os dias tristes.
Se eu não tivesse me apaixonado poderia manter a calma e assim olhar com serenidade tudo o que acontece a minha volta.
Se eu não tivesse me apaixonado, não seria agressiva, nem diria palavras ofensivas, pois não me sentiria rejeitada, nem preterida.
Se eu não tivesse me apaixonado, não ansiaria novamente por teus beijos, nem pelo calor do teu corpo e me deitaria calmamente em minha cama, usufruindo o sossego solitário de uma boa e longa noite de sono.
Se eu não tivesse me apaixonado não contaria cada segundo dos minutos das horas, dos dias das semanas dos meses que constroem os anos, e que sob o nome de “tempo”, passa por nós tão rapidamente.
Se eu não tivesse me apaixonado, o silêncio não me atormentaria, a dor não me atingiria e não me seria fatal a tua indiferença.
Se eu não tivesse me apaixonado, minha alegria seria menos alegre, mas, certamente, seria mais tranqüila.
Tudo isso seria possível se eu não tivesse me apaixonado... Se eu não tivesse me apaixonado... Se eu não tivesse me apaixonado... Se... Se... Se...


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