terça-feira, 30 de setembro de 2008

INSONDÁVEL FIM



Um silêncio rubro cai sobre a tarde descorada
Sobe o tédio junto com os passos na escada
dos estranhos que passam

As vozes abafadas misturam-se as conversas animadas,
das gentes em frente das casas, sentadas em cadeiras nas calçadas

Romaria dos aflitos, dos cansados, dos perdidos, dos malditos
Seres... humanos...natureza sobrecarregada, alada mistura
Metade demônios metade anjos, incompreensíveis

Carregam eles consigo a marca obscura do desconhecido
A solidão de não saber o que, realmente, poderiam ser e há na dor dessa incômoda solidão o doce alívio dos esquecidos

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