quinta-feira, 28 de agosto de 2008

ENTARDECER



O entardecer me entristece
Não cabe a prece em meu peito
Mas a voz não sai, emudece

Silêncio...silêncio profundo!

A fresta aberta entre os dois mundos
Ferida antiga logo se fecha...
Refaz-se então a fria e pálida paisagem
E eu inerte distante de tudo

Ando por entre escombros
De uma cidade em ruínas
Que na realidade sou

Sob a cortina de neblina
Espírito contrariado
Se esconde a saudade
Que o pranto, inutilmente derramado, não levou
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