sábado, 16 de agosto de 2008

LONGE DE TI NADA SOU NADA POSSO



Nas contas gastas de um rosário
Vai minha alma em aflição
Quisera pudesse eu cumprir a promessa
De jamais desviar os olhos de Tua face...


Ai...mas, quem sou...apenas um pobre coitado
vestido de andrajos, que deixa-se vencer pelo cansaço.

Um infiel, descumpridor da palavra
Abominável adorador do fogo
Frágil e ignóbil criatura de barro e água
que mal sabe dizer as orações de cor aprendidas
dos passados dias da infância.

Perdido me encontro por entre os tormentos e as infâmias
deste mundo e assim, com o coração destroçado
volto a prometer o que não hei de cumprir
Extrema ousadia de minha parte, mas viver não quero, nem posso,
longe de Ti...

Eu sou o pó que o vento na estrada levanta por piedade
E por piedade em Tua direção me leva...
Sou eu o pó de volta ao pó
do caminho por onde passas e que por graça ou desgraça recobre a terra
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