domingo, 4 de maio de 2008

SOTURNO


KAMIKAZE

Uma certa tristeza no jeito de olhar trai a tranqüilidade que tenta passar. Impossível se controlar o desespero de uma alma sobrecarregada. O odor da bebida, no bafo quente é a dor que sai pelos poros em forma de suor.
Onde dói?
Doem os dentes; doem os olhos; doem os ouvidos; dói a mente...
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Onde dói?
Dói a garganta; dói o peito; dói o coração; dói o pulmão...
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Onde dói?
Dói a barriga; doem as pernas; doem os braços; doem as mãos; doem os pés...
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Enfim,
Dói o corpo inteiro; dói a vida; dói a morte; dói a alma; dói o amor; dói a dor; 1;2; 3; inspirar; 1;2; 3; expirar; inspirar;expirar; devagar... para não enlouquecer. Se adiantasse - ou tivesse coragem!? - arrancaria a cabeça; se adiantasse - ou tivesse coragem!? – se faria em pedaços; se adiantasse - ou tivesse coragem !?- lançar-se-ia janela afora e se estatelaria no chão, lá embaixo, feito fruta madura que ninguém mais quer, cujo único e possível destino é apodrecer na solidão.
E uma vez, diante da tragédia consumada, a pergunta que todos se farão (será...?) será a mesma de sempre: “O que foi que aconteceu...!?”.
Como epitáfio, por piedade ou brincadeira, (que importa...;... quem se importa?) apenas uma frase escrita às pressas num velho pedaço de papel: “Aqui jaz um grandíssimo F.D.P. Perdôo a quem disser ou pensar o contrário”.
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