quinta-feira, 1 de maio de 2008

REFLEXÕES DE UMA ALIENIGENA SOBRE O INTRIGANTE COMPORTAMENTO DOS SERES HUMANOS PARTE III


“E para não dizerem que eu não falei das flores” ou que vivo por aí, de baixo astral,“arrastando correntes” apontando-lhes, com o dedo em riste, constantemente as suas imperfeições, vou, já que estou de bom-humor, mudar de assunto... vou hoje falar de milagres... pois é, quer queiram quer não, quer acreditem ou não, milagres acontecem... estou sendo otimista? Bom... vivendo na Terra, sob essa aparência humana, respirando esse ar abafado, não sou basicamente uma otimista de nascença, como diriam vocês, não sou eu uma otimista por natureza, mas, sim por opção (ou,seria, talvez, por necessidade?) e, tomando como minhas as palavras de um amigo meu, membro da mais alta cúpula planetária “é difícil ser pessimisticamente otimista ou otimisticamente pessimista”. Mas, justamente para que eu possa fazer meu trabalho da melhor forma possível devo eu me exercitar nessa maneira peculiar de ser feliz e ter esperança da qual se servem os humanos. “Em Roma aja como um romano” adaptando o ditado, “Em Terra aja como um terráqueo”... Olhemos, portanto, o lado bom das coisas... e depois é meu dever ir além de minhas próprias opiniões e expectativas. Devo estar aberto a outras formas de pensar e ver este mundo. Pois bem, retornando ao nosso assunto, os milagres têm uma razão para acontecer dentro desse contexto humano, os milagres exercem uma função, são um ensinamento, uma influência sobre os seres, tanto física quanto psíquica, esta principalmente, ao lhe proporcionar, apresentar alternativas de pensamento. Porém, aqui... cuidado! Pois, como tudo que sucede aos humanos, o “miraculoso” por ser um evento fortemente atrativo, possui efeitos colaterais quando usado ou pensado de forma aleatória ou indevida. Lembrem-se, os milagres só impressionam a quem quer ser impressionado ou, quando não, seu efeito sobre alguns outros é de pura zombaria, escárnio, completo cinismo diante do acontecido. Alguns outros ainda... alguns nada, muitos, aqueles tidos por aqui como os “mais espertos”, aproveitam-se da “boa fé” equivocada de seus irmãos em seu próprio beneficio. Mas, posso dizer, entretanto, que, em se tratando de milagres, reações emocionais ou automáticas, comuns nesses estados, partem não da essência, não do eu real, mas, sim de um outro “eu” que opera em segundo plano e que, ao cumprir devidamente a sua função, impede aos seres humanos de obterem a percepção exata da verdade, impede que estes seres simplesmente possam ir além do que estão. Do mundo de onde vim, cuja sabedoria milenar é passada e estudada desde os mais tenros anos, trouxe comigo a certeza no coração de que o verdadeiro saber reside não no apego ao eu, mas sim na devoção a verdade. Escutem... não quero bancar a mestra, a psicóloga, nem a psicanalista, muito menos lhes ensinar a pensar... longe de mim... longe de mim fazer um diagnóstico da raça... imaginem... Não sou uma depreciadora da inteligência sem limites, da qual todos os humanos são possuidores... Quem sou eu? Um grão de poeira na imensidade do Cosmos... Deixo tais julgamentos para os mais evoluídos, mas comecei estas conjecturas porque hoje acordei menos infeliz ou, se preferem, um pouco mais feliz e quis repartir... hoje não estou desesperada, nem amedrontada, nem carente, então, quis falar de milagres e de como eles são passíveis e “comuns”de acontecer... Eu não ligo muito para o “extraordinário”, não dou a ele mais importância do que realmente deve ter, de onde vim milagre acontece todo o dia, desde o momento em que se respira pela primeira até a última vez, fazem parte de minha rotina, do meu dia a dia. Eu considero quase tudo um milagre, é milagre para mim até o fato de continuar firme em minha missão apesar de todos os percalços ao longo da jornada. No entanto, aqui na Terra a reação perante o "inexplicável" é diferente, aqui, os milagres são acatados como raros, embora ultimamente, as estátuas que derramam lágrimas de sangue ou soltam óleos curativos, pessoas com visões ou em conversas privadas com Jesus ou a Virgem Maria sejam “milagres” quase corriqueiros. Vejam... Li outro dia o caso de uma mulher, em um vilarejo, no Peru, que foi dada pelos médicos como clinicamente morta devido às complicações de um câncer generalizado. Notícia dada aos familiares... desligamento dos aparelhos... Tudo pronto para o enterro... No dia do velório, os parentes e amigos, inconsoláveis, choravam copiosamente, ao lado do caixão, a sua perda. Uma tristeza...! Entretanto, eis que, de repente, em meio ao sufoco de mais um dia de pesar, por entre velas acesas, flores, terços, santinhos e rezas a mulher, subitamente, se levanta, assustada, porém, vivíssima, assombrando a todos que estavam ali presentes. Conclusão de tanto barulho... A mulher, que hoje leva uma vida normal, deu graças aos céus por ter escapado de um enterro prematuro, e, além de ressuscitar, estava totalmente curada de sua grave doença. A quem lhe indaga; curioso, a respeito do caso, ela diz somente que foi “tirar um cochilo”. Três vezes abençoada, ela pouco se importa com o apelido que lhe deram no vilarejo, “La Muerta”, embora seu nome original de batismo, mais sonoro e mais bonito, seja mesmo Felicidade... Felicidade... apenas isso... Felicidade... ela sabe o que é isso.
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